domingo, 1 de abril de 2012

2- " Não me deixes… "




(Bruna)

---Dia Seguinte---

Acordei com a Eva a fazer barulho na cozinha.

Bruna: Aquela rapariga e sempre a mesma coisa.- Suspirei, calcei os chinelos, desci as escadas e entrei na cozinha.- Não queres fazer mais barulho?!
Eva: Bom dia também para ti. Desculpa ter-te acordado, mas podes ir dormir, ainda é cedo.
Bruna: Primeiro já estou acordada, já não vale a pena ir dormir outra vez até porque daqui abocado ia ter de me levantar e segundo ias continuar a fazer barulho por isso já não vale a pena.
Eva: Que bom humor…- Ela disse aquilo baixinho mas mesmo assim consegui ouvir.
Bruna: Á próxima não me acordas.
Eva: Sim, chefe, já percebi! Olha, fiz torradas e leite com chocolate para o pequeno almoço.
Bruna: Então vamos mas é comer que já estou cheia de fome. E depois tenho de me ir arranjar.
Eva: Isso é tudo pressa para ver o Osvaldo?
Bruna: Osvaldo?!
Eva: Sim, o Nico!
Bruna: Ah! Mas pressa para o ir ver o que?! Tas maluca tu, eu tenho de ir à agencia sim?
Eva: Sim, até podes ter de ir, mas eu sei que o queres ver.- Ela estava de facto a enervar-me apesar de até ter razão.
Bruna: Olha eu vou comer antes que isto dê para o torto.
Eva: Desconversa…

Fingi não ter ouvido o que ela disse, tomei o pequeno almoço e subi até ao meu quarto. Tomei um duche rápido e vesti-me.
Sequei o cabelo e deixei-o ao natural. Desci as escadas e fui até a sala pois ainda faltava um bocado até á hora de ir á agência. Sentei-me no sofá e comecei a fazer zapping para ver se estava a dar alguma coisa de jeito. O sorriso dele não me saia da cabeça, e só de pensar no dia de ontem, não conseguia deixar de sorrir. Sentia-me diferente. Aquele rapaz despertava algo estranho em mim, só que não sabia o que era. Estava tão entretida nos meus pensamentos que nem dei pela entrada da Eva na sala. Só quando ela se sentou ao meu lado é que dei por ela.

Bruna: Precisas de alguma coisa?
Eva: Bem, tu hoje estás mesmo de mau humor.
Bruna: Há próxima não me acordes.
Eva: Pronto, o bicho despertou!
Bruna: Que piada!
Eva: Bem, é assim eu hoje á tarde vou ao shooping, vens?
Bruna: Não posso amor, tenho coisas para fazer na agencia e assim.
Eva: É pena, fica para a próxima.
Bruna: Ya, combinamos para outro dia. Olha que horas são?
Eva: São…9:45h.
Bruna: Obrigada linda, eu vou andando, queres boleia para a cidade?
Eva: Não, obrigada amor, eu se sair só saio logo á tarde.
Bruna: Ok, então ate logo.
Eva: Até logo.

Despedi-me dela e sai em direção á agencia. Passei o dia quase todo por lá. No fim do dia, por volta das 17:30h fui dar uma volta pela linda cidade que é Lisboa. Fui até à praia, descalcei os sapatos e andei, andei, andei, sempre perto do mar. Como era bom ouvir o som das ondas a rebentar, aquilo fazia-me descontrair. Era sempre o que fazia quando tinha problemas e precisava de descontrair. Tal como agora. Não sabia o que fazer em relação ao Nico. Ele mexia comigo mas eu tinha medo, medo de sofrer. Não sabia se ia conseguir falar para ele, olha-lo nos olhos e dizer-lhe o que sentia. Talvez o melhor fosse não falar mais com ele, assim não pensava nele e não corria o risco de voltar a sofrer. Não conseguia parar de pensar no meu doloroso passado, as lágrimas já escorriam pelo meu rosto sem que as conseguisse controlar. Ia a olhar para baixo quando fui contra alguém. Olhei para cima, mesmo com a cara cheia de lágrimas e não queria acreditar. O meu ex- namorado por quem tanto sofri estava ali à minha frente, com o seu sorriso malicioso no rosto, um sorriso que me metia medo, medo dele, mas ao mesmo tempo raiva. Sim, raiva por tudo o que sofri por ele.

David: Bruna? O que estás aqui a fazer boneca?
Bruna: Não me chames isso, e o que estou aqui a fazer não é da tua conta! – Tentei passar por ele mas não consegui pois ele segurou-me e arrastou-me com ele até perto de um armazém que pertencia ao bar da praia.

Naquela altura estava com medo dele, ainda por cima não passava ninguém ali naquela hora, era inverno e estava frio. Era raro ver mais alguém por ali, mas pelos vistos agora não estava sozinha. As lagrimas continuavam a escorrer pelo meu rosto sem as conseguir segurar e o David estava a magoar-me. Ele empurrou-me contra a parede com alguma brutidade o que fez com que eu soltasse um pequeno “au”. Ele aproximava-se e eu tremia por todos os lados. Agarrou-me, beijou-me e as suas mãos passeavam pelo meu corpo, eu bem tentava soltar-me mas estava sem forças e ele era homem, era mais forte que eu. Começou por tirar-me o casaco, depois a camisola, já so me restava as calças, a roupa interior e as meias. Ele apalpava-me por todos os lados. Eu já não tinha forças nenhumas para para-lo, apenas conseguia chorar. Nem para gritar tinha forças. Tinha os olhos embaciados por completo e quando o David se preparava para tirar-me as calças eu vi um corpo ao longe, a passear à beira mar. Não me era desconhecido, mas não conseguia ver quem era. Estive algum tempo a olhar enquanto que o David me beijava e apalpava o corpo todo, ele fazia-me chupões, eu já devia estar cheia de nodoas negras e feriadas, ele tinha-me aleijado e continuava a faze-lo enquanto eu chorava e contorcia-me e também tentava perceber quem estava a passear à beira mar. Consegui reconhecer, era o Nico! O Nico estava ali! Reuni as forças que me restavam e gritei.

Bruna: Nico!!! Socorro!!!- Gritei eu com a voz a falhar-me.

Ele olhou e correu na minha direçao. Senti ele e afastar o David de mim para de seguida lhe dar um murro e alguns pontapés que fizeram com que o David ficasse deitado no chão a contorcer-se com dores. Eu estava sentada no chao, apenas chorava. Não conseguir sequer mexer-me. Senti um corpo a agarrar-me e ajudar-me a levantar e dei um pequeno grito.

Nico: Calma, sou eu.- Ele tirou o casaco e pô-lo a minha volta.
Bruna: Nico, tira-me daqui por favor…- Pedi-lhe por entre soluços.
Nico: Eu vou tirar-te daqui, está tudo bem.

Ele pegou-me ao colo e levou-me até ao seu carro e conduziu até uma casa que me era desconhecida. Saiu do carro e voltou a pegar-me ao colo e levou-me até dentro de casa. Entrou no quarto, abriu a cama e deitou-me sobre ela, para logo a seguir embrulhar-me e sentar-se ao meu lado. Não conseguia parar de chorar. Agarrei-lhe na mão.

Bruna: Não me deixes…
Nico: Eu não te vou deixar, já passou.- Disse enquanto me fazia festinhas na mao.
Bruna: Tenho tanto medo Nico…
Nico: Eu estou contigo, ele não te vai voltar a tocar.
Bruna: Mas ele vai voltar, eu sei que vai!
Nico: Eu não vou deixar que te façam mal, estás comigo ele não te toca.
Bruna: Fica aqui comigo por favor, não quero ficar sozinha…- Deitei a cabeça no seu colo.
Nico: Eu fico, não te vou deixar.

Ele fazia-me festinhas, aquilo estava a fazer sentir-me mole, até que adormeci vencida pelo cansaço. 



Oláaa! Espero que tenham gostado. 
Queria só pedi-vos uma coisa. Comentem se faz favor, é que preciso de saber as vossas opiniões.
Depois fico sem vontade de escrever :$
Beijinhos
Catarina <3

1 comentário:

  1. Olá!
    Começei a ler a tua fic e estou a adorar, está fantástica. Espero que metas novo capitulo rapidinho. Estou cheia de curiosidade.

    Beijinhos
    Beatriz

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